mulher em supermercado segurando bananas

A regra é clara: aumente sua oferta de crédito

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Um artigo nos  chamou muito a atenção ao comparar o aumento e a queda de juros de um produto qualquer com nada mais, nada menos que bananas. Então, é sobre isso que viemos falar aqui: sim, bananas! Pois elas ajudam a entender o motivo de uma empresa pagar juros mais altos ou mais baixos.

Vamos lá: por que o preço da banana sobe? Você tem 5 minutos para refletir sobre o tema (não vale pesquisar no Google). Muito bem, acertou quem disse mentalmente: “Porque as pessoas querem comprar um volume de bananas maior que o volume de bananas disponível para venda”.

“Então quando o preço da banana cai é porque o volume de bananas à venda é maior do que o volume que os compradores têm interesse?” Exatamente isso!

Sim, é a boa e velha lei da oferta e da procura. Falamos aqui de bananas, mas poderiam ser abacates, tomates, aluguéis, flores, passagens aéreas ou qualquer outro bem e serviço da economia.

Então porquê com juros teria de ser diferente?

Notem que juros é o nome que se dá para o preço do dinheiro. Sim, dinheiro tem preço. Apenas não usamos esta palavra, nem perguntamos para o gerente do banco “quanto custa cem mil reais por 180 dias?”.

Outra forma para entender a questão dos juros é pensar no aluguel de imóveis, afinal a semelhança assusta. O banco empresta dinheiro, cobra juros e depois você tem que devolver tudo que pegou emprestado — e ainda nos pedem algum tipo de garantia.

No mercado imobiliário, o locador te “empresta” o imóvel dele para uso por um período de tempo, enquanto isso nós pagamos o aluguel (equivalente aos juros dos empréstimos) e ao final, nós devolvemos a propriedade (da mesma forma que pagamos o principal do empréstimo). E os locadores também nos pedem garantias!

Quando tem muito imóvel para alugar numa determinada região, o preço cai. Quando tem pouca oferta, o preço do aluguel sobe. Oferta da oferta e da procura. Simples.

Portanto, a regra é clara: quanto mais oferta de crédito a sua empresa tiver, mais baixo tende a ser o custo do dinheiro que ela paga, ou seja, os juros dos empréstimos. 

E como nem locadores de imóveis nem bancos são bonzinhos, eles só abaixam o preço do aluguel e dos juros (assim como os feirantes e suas bananas), quando os clientes deixam de aceitar pagar o que eles cobram.

Como isso acontece? Você simplesmente negocia, não aceita a taxa que estão lhe cobrando, deixa claro que irá tomar a linha em outro banco (ou FIDC ou factorings) que está cobrando menos.

Ou seja, barganha! Como na feira.

Mas, tem um risco nesta história: uma coisa é barganhar e outra é blefar. Com crédito não se blefa. A regra é obter o máximo de linhas de crédito, para então negociar com força. Agora, ameaçar que tem outras linhas disponíveis e não ter é um jogo não recomendável, pois o banco tem faro para malandragem e pode cancelar a sua linha e sua empresa ficar sem nada!

Obviamente que há momentos especiais, como ao longo de períodos de crises — como esta que está terminando — em que os bancos (e FIDCs e factorings) reduzem drasticamente seu apetite de risco. Para todo tipo de cliente.

Nestes momentos, eles não querem emprestar e, quando topam, cobram muito caro porque o cliente não tem alternativas e não tem poder de barganha. Aí tem que pagar o que cobrarem, mas na maior parte das vezes não é assim.

Concluindo, buscar crédito dá trabalho e tem técnica própria para isso, mas não tenha qualquer dúvida, quanto mais opções de bancos (e FIDCs e factorings) para captar suas linhas, maior será o seu poder de barganha e negociação de taxas mais baixas.

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