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São comuns as desconexões entre departamentos de compras e financeiro de toda empresa, indústria, escritório etc. O que é curioso, uma vez que são áreas que deveriam caminhar juntas. Estrategicamente, seria bem melhor!

Você sabia que informações vitais da área de compras poderiam ampliar horizontes da área financeira e vice-versa? 

Nesta publicação você vai refletir sobre algumas questões entre estas duas áreas vitais para qualquer tipo de empresa ou indústria. Leia até o fim para ver se tais questões ocorrem com você e sua empresa.

De mãos dadas

Com o tempo, o departamento de compras passou de uma simples área auxiliar, para uma ferramenta estratégica pela busca da saúde financeira da empresa. 

Ao profissional de compras não é mais solicitado apenas o simples ato de comprar, mas também o de pesquisar e se antever aos acontecimentos do mercado, garantindo melhores negociações e consequentes lucratividades. 

Em outras palavras, quem compra bem, vende bem! Nos dias de hoje saber comprar, além de trazer bons resultados, pode garantir a permanência da empresa no mercado.

E o financeiro (olhando tudo de cima para baixo e não apenas horizontalmente) percebe a importância de se envolver mais com o processo de compras e passa a andar de mãos dadas com ele, pois sabe que pode criar estratégias mais lucrativas, que inclusive possam garantir-lhes o emprego (é brincadeira, mas é sério nos dias de hoje). 

O problema é que nem sempre tamanha sinergia acontece. E por quê?

Problemas que atrapalham a sinergia

Não deveriam, mas existem e são comuns. Leia analisando se a sua empresa ou indústria passa por isso.   

Compras imprevistas

Algo que atrapalha são as despesas não programadas que resultam de compras urgentes, não previstas no planejamento estratégico financeiro.  Ocasionam perda de tempo, alteração no fluxo de caixa e incertezas operacionais. 

Porém, as negociações planejadas ocorrem com a participação de vários setores, com questões pertinentes a cada um deles e transações específicas. 

Como agir então?

Crie sinergia entre os stakeholders que participam do processo de compras. Um bom sistema de informações é uma excelente ferramenta de interação entre eles, que passam a trabalhar com o mesmo procedimento e objetivo. 

Sem dinheiro para comprar

No Brasil, a maioria das empresas não opera com orçamento disponível para as atividades de compras. E geralmente, a área financeira não tem capacidade para pressupor um orçamento voltado às aquisições. 

Além disso, muitas vezes a área financeira é impedida de fornecer dados valiosos, o que impede o setor de compras de tomar decisões mais estratégicas na hora de adquirir algo. 

Daí a falta de sinergia operacional!

Óbvio que, em geral, é impossível prever gastos repentinos. Mas um caixa disponível para aquisições imprevistas é sempre necessário, uma vez que as atividades operacionais de todos os dias não devem ser limitadas por regras paralisantes. 

Já pensou se a produção parar porque não teve uma máquina consertada pela falta de caixa e a burocracia interna para obtê-lo? Ou mesmo, quebrar o financeiro operacional, porque o dinheiro foi usado para arrumar a máquina?

Portanto, para o orçamento alinhar-se aos gastos reais, o setor de compras deve compartilhar seus relatórios de gastos com o financeiro. Assim, todos obtêm resultados melhores. 

Afinal, ao adequar os valores e os prazos ao caixa previsto pelo financeiro antes de fechar uma compra, o financeiro opera com mais controle e menos surpresas, conseguindo, portanto, um planejamento real e confiável. 

Quem não coopera não cresce

Sem a cooperação entre os setores financeiro e de compras não há evolução.

Se de um lado, a atuação de um fornecedor é difícil de avaliar porque a área de finanças não contribui, do outro, sem o bom desempenho do compras pode ser difícil conseguir mais lucratividade exclusiva da sua atuação. 

Assim, a conversa entre o financeiro e o compras deve ser uma constante. Pode parecer bobagem, mas isso nem sempre acontece e a troca de informações se perde, ocasionando erros e impedindo o crescimento do negócio. 

Falta de ação para correção

Para fazer os departamentos financeiro e de compras conversarem melhor, a liderança deve entrar em ação com ações corretivas. 

Afinal, para as estratégias de produção, deve-se ter em mente que o compras tem papel fundamental e precisa da contribuição do departamento financeiro através de reuniões frequentes. 

Tudo para, dentre outros benefícios, evitar um estoque de baixa rotatividade, o que significa dinheiro parado que poderia estar garantindo liquidez ao fluxo de caixa, acarretando possíveis juros e deixando de investir em outras fontes mais lucrativas. 

Sim, muitos do alto escalão não olham para o problema de tratar distintamente os departamentos financeiro e de compras. 

Um depende do outro

Do ponto de vista de uma estratégia financeira, devemos parar de olhar para o departamento de compras como sendo uma sala da indústria de onde vêm os gastos, ao invés dos lucros. 

Não dá para considerar o profissional de compras como alguém de uma atividade burocrática e repetitiva, mas enxergá-lo como um profissional estratégico. 

No fim, um depende do outro. Por isso, a relação entre o financeiro e o compras deve estar alinhada. Ambos têm de falar a mesma língua e almejar os mesmos objetivos: aumentar a lucratividade. 

Agora responda para si: está tudo bem entre o financeiro e o compras de onde você trabalha? Até o próximo artigo. 

Fontes:

https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/40261/R%20-%20E%20-%20MARYELEM%20BARBY%20DE%20LIMA.pdf?sequence=1&isAllowed=y 

https://ibid.com.br/blog/desconexao-entre-compras-e-financas-4-problemas-comuns/ 

Fabrício Santesso

Redator  da Bankme

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